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Transição Interna

HistóriasTransição capilar

Transição Interna

 

E aí gente, tudo bem?

Eu sou a Steffany Borges e o assunto de hoje é meio libertador para muitas de nós que passamos ou não pela transição capilar (fase delicada), mas que tivemos que travar uma batalha interna, muitas vezes por incertezas, por complexos de inferioridade e baixa autoestima. Pô! Quem nunca, né!?

Mulheres sofrem bastante com isso. Impossível falar de auto aceitação sem lembrar dos seis primeiros meses depois que assumi o meu cabelo crespo, solto e volumoso para os desconhecidos da rua, para os parentes e colegas da escola. Eu não fazia ideia do poder que eu viria a ter após aquele corte que, a princípio, mudou completamente o meu rosto, depois a minha personalidade.

No início, não sabia cuidar direito, mas teria que aprender a lidar com a situação. Depois do corte, todos os dias eu molhava os cabelos antes de ir para a escola pela manhã, para que fosse secando ao longo do dia e as pessoas se acostumassem com a ideia de eu ter um cabelo ‘diferente’. Nas ruas, escutei coisas terríveis, chorei diversas vezes. Em casa, ao olhar no espelho, refletia a mulher que eu queria ser, essa mulher era eu!

Entre insultos, desrespeitos e ofensas, tinham os elogios. Nessa hora, tudo começa a fazer sentido, havia pessoas que me aceitavam nas ruas, me paravam para saber o que eu fazia para manter cachos com o mesmo comprimento que o meu e saudáveis. Elas diziam que eu era tão cheia de atitude, diziam que esse cabelo me definia e eu me fortalecia. A principal e maior dica que eu tenho para oferecer é que você deve centralizar sua atenção às pessoas que te valorizam, que entendem suas escolhas e as respeitam.

Minha história se repete todos os dias em diferentes lugares do mundo, sobre diferentes tipos de complexos. Precisamos encarar para sermos agentes transformadores e inspirar outras pessoas a serem também. O meu papel como mulher empoderada é fazer com que mulheres se empoderem e inspirem como eu fui inspirada. Hoje posso inspirar.

Aceitação, sem dúvida alguma, foi a fase mais difícil da minha VIDA. Quebrei o padrão da minha família, da minha escola, do meu bairro. Hoje consigo ser mais leve.

Steffany Borges

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